domingo, 15 de abril de 2012

Projeto nacional de Eduardo Campos ganha reforço em evento do PSD

governador Eduardo Campos (PSB) roubou a cena do primeiro encontro regional do PSD. O presidente nacional do recém-criado partido, Gilberto Kassab (PSD) chegou ao Recife, na manhã deste sábado (31), para prestigiar o evento e reafirmou, diante de quase 2 mil correligionários, a compromisso com o socialista em nome do “projeto nacional”. Kassab, que é prefeito de São Paulo, classificou o governador de “líder maior” da aliança PSD-PSB. “Não tivemos hesitação nenhuma em decidir nosso caminho com o PSB para o Brasil e viemos aqui em Pernambuco para, em nome de todos os companheiros do partido, ratificar a vocês que o nosso caminho é o da parceria com o PSB, levando o país a um dia ser presidido pelo governador”, disse, sob aplausos da plateia.
Visivelmente empolgado com a dimensão do evento, o presidente estadual do partido, André de Paula (ex-DEM) também endossou o voo nacional do socialista. “Nosso projeto nacional tem nome e ele se chama Eduardo Campos”, bradou para completar, em seguida: “A nossa aliança com o PSB não aconteceu apenas porque o PSB está no governo. Não somos um partido a mais no governo. Temos um projeto para o Brasil, um projeto de futuro e esse projeto tem um líder, que é Eduardo Campos”, disse, aproveitando para rebater a pecha de “adesista” atribuída à sua legenda. O dirigente ainda assinalou que PSD e PSB são “legendas-irmãs” e que têm complementaridade. “Onde o PSB tem fragilidade o PSD completa. Nós temos peso político porque temos complementaridade geográfica”, disse.
Ao discursar, Eduardo Campos preferiu não mencionar as exaltações feitas pelos aliados, mas reafirmou o compromisso do seu partido com a legenda que ajudou a criar e acrescentou que haverá “mudanças” na política brasileira. “Quero reafirmar o compromisso tem com o PSD no Brasil afora. É preciso entender que esse país mudou e que a política brasileira vai mudar”, assinalou. O socialista também derramou elogios a Kassab pela “coragem” de criar um novo partido. “As mudanças que aconteceram no Brasil favoreceram sua decisão de líder corajoso de criar esse novo espaço na política brasileira. O partido tem ajudado o Brasil com sua independência. Sou testemunha dos momentos em que a presidente Dilma precisou do PSD e ele não faltou com o Brasil. Não foi pro governismo nem para a base aliada diretamente, mas dialoga e sabe da responsabilidade com o país”, ressaltou.
O encontro aconteceu no clube Líbano, no Pina e reuniu pessedistas de todo o estado. O governador chegou acompanhado dos secretários estaduais Tadeu Alencar (Casa Civil), Danilo Cabral (Cidades) e Evaldo Costa (Imprensa). Assim que terminou o evento, o secretário de Governo Maurício Rands (PT), que teve sua pré-candidatura à prefeitura do Recife lançada, ontem, também chegou para “cumprimentar” os colegas.

FONTE: JC Online

Em primeiro evento político após anúncio de cura do câncer, Lula não consegue concluir discurso por causa de tosse

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou aos palanques neste sábado (14), durante a inauguração do primeiro CEU (Centro Educacional Unificado) de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Mas o discurso de seu primeiro evento público após o anúncio de que havia se curado de um câncer na laringe, que durou cerca de seis minutos, foi interrompido por uma forte tosse.

TOSSE INTERROMPE DISCURSO

No pouco tempo que conseguiu falar, Lula lembrou de seus feitos pelo ABC, entre eles o de ter trazido universidades federais para a região.

"Se tivesse juízo não falaria neste evento. Mas, confesso que nos próximos 15 ou 20 dias estarei pronto para ajudar a eleger o companheiro [pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo Fernando] Haddad", disse Lula, que também dedicou parte de seu discurso para elogiar a presidente Dilma Rousseff.

Haddad foi o nome escolhido por Lula para a disputa da eleição municipal paulistana, mas que tem encontrado dificuldade em decolar nas pesquisas.

Em seu discurso,o ex-ministro da Educação fez ataques indiretos ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao dizer que antes de Lula "nenhum doutor investiu tanto em educação".

"Precisou chegar alguém que não teve oportunidade para que todos pudessem ter acesso à educação", disse o ex-ministro, que liberou, quando estava no cargo, os recursos para a construção do CEU.

Haddad foi o primeiro a chegar, por volta das 9h30. O evento estava marcado para às 10h, mas só teve início às 11h10.

O CEU, com capacidade para atender 5.168 alunos, é uma bandeira petista e foi implantada em São Paulo pela ex-prefeita da capital Marta Suplicy (2001-2004), que também compareceu ao evento.

"Eu e Lula estaremos com Haddad para colocar um fim a mediocridade na cidade de São Paulo", disse Marta, que desistiu da corrida eleitoral da capital paulista a pedido do ex-presidente.

Ela disse ainda que o ex-ministro da Educação tem uma "grande responsabilidade" que a de "retomar o programa petista em São Paulo".

A inauguração do CEU teve palanque, telões -que transmitiram propaganda da Prefeitura de São Bernardo, cujo prefeito Luiz Marinho (PT) é candidato à reeleição- e shows artísticos.

Além de Lula, Marinho, Marta e Haddad, participaram do evento o senador Eduardo Suplicy (PT) e políticos de cidades vizinhas a São Bernardo do Campo.

O CEU leva o nome de Regina Rocco Casa, mãe da ex-primeira-dama Marisa Letícia.

A obra --orçada em R$ 56,7 milhões-- começou em dezembro de 2010 e ainda não está terminada. Os recursos são da Prefeitura de São Bernardo do Campo e da União.


FONTE: UOL

CPI vai paralisar o país e o governo Dilma

Renan, Jucá, Collor e Vaccarezza são apenas alguns dos nomes que estão garantindo lugar de honra na CPI sobre a Operação Monte Carlo; Dilma pode se preparar para um espetáculo que pode custar caro ao seu governo

DO PORTAL BR247

A CPI sobre a Operação Monte Carlo é absolutamente necessária. Ponto número um. Instalar ou não uma CPI é decisão de competência exclusiva do Poder Legislativo e o Executivo não tem nada a ver com isso. Ponto número dois. Dito isso, a presidente Dilma Rousseff pode se preparar para um espetáculo de consequências imprevisíveis e que irá paralisar a agenda legislativa daqui até o fim de 2012 – até porque, depois da CPI, virão as eleições municipais.

Os principais personagens deste espetáculo serão velhas raposas da política, que já estão garantindo lugar de honra. Ao que tudo indica, o presidente da comissão, a ser indicado pelo PMDB, será o senador Romero Jucá. A relatoria, cargo do PT, caberá ao deputado Cândido Vaccarezza. Curiosamente, dois articuladores políticos que acabaram de ser substituídos pela presidente. Jucá era líder do governo no Senado e Vaccarezza na Câmara. Como irão se comportar depois de terem sido trocados por Dilma?

Na CPI, outras raposas políticas terão presença garantida. Neste contexto, Dilma dificilmente conseguirá tomar qualquer inciativa relevante no Congresso. Em resumo: 2012 parece ser um ano perdido para qualquer tentativa de reformas no Congresso. E em 2013, naturalmente, já se começará a falar na sucessão presidencial.

Cinco fazendas são ocupadas por índios em Pau Brasil, sul da Bahia

PM diz que área é Federal e não pode invadir. Pessoas são feitas reféns.
Delegado da PF diz que só irá agir na próxima segunda-feira.

Cinco fazendas são ocupadas na manhã deste domingo (15) no município de Pau Brasil, no Sul da Bahia, e há intensa troca de tiros entre seguranças das propriedades e os índios. De acordo com informações do chefe de investigação da Polícia Civil do município, Sagro Dantas, as fazendas foram ocupadas por volta das 6h da manhã deste domingo. No sábado (13), cerca de 40 índios da tribo Pataxó Hã Hã Hãe ocuparam duas fazendas, uma delas a Vitória, que foi incendiada recentemente.

Segundo Sagro Dantas, os índios fizeram vários funcionários das fazendas como escudo humano, já que os seguranças estão encurralados nas sedes das fazendas. A polícia ainda informou que o gerente de uma das fazendas, que também é ex-delegado do município, está mantido refém junto com um trabalhador que faz o transporte do leite.

Ainda de acordo com informações da polícia, não há efetivo para enviar ao local do confronto e a Polícia Civil e Militar não têm autorização para intervir na área. “Quem tem que vir para cá é a Polícia Federal. A área é Federal e nós não podemos atuar. Caso a Polícia Federal venha e solicite o nosso apoio, estamos aqui para dar o suporte” afirmou Sagro Dantas.

O chefe de investigação também informou que no município existem apenas dois policias militares e ele que é da Polícia Civil.

O G1 entrou em contato com a Polícia Federal e um agente informou que o delegado Fábio Marques pediu para avisar que a Polícia Federal só irá tomar qualquer tipo de ação sobre o caso na próxima segunda-feira (16).

Já o delegado de Itaju do Côlonia , que também responde por Pau Brasil, Francesco Santana, informou através de policial militar que não irá deslocar equipes para o local do conflito.

Briga de terras
A polícia da região de Camacã, Pau Brasil e Itajú do Colônia, no Sul da Bahia, investigam o assassinato de uma mulher, que aconteceu na segunda-feira (9). Eles suspeitam que a morte da mulher tenha envolvimento com a briga de terras na região.
Franklin Fagundes viu a companheira morrer quando voltava de uma fazenda. Ana Maria Santos de Oliveira, de 33 anos, foi atingida por um tiro na cabeça. "Quando eu parei o carro, o que estava do lado de dentro da cerca atirou e minha esposa já caiu no meu colo.", disse. De acordo com o marido da vítima, a ação foi uma emboscada.
A polícia não tem pista dos criminosos. Segundo o delegado, os principais suspeitos são os índios que disputam terras com os fazendeiros da região. “Os indígenas possuem armas de fogo de grosso calibre, fuzis 762, privativos do exército”, explicou o delegado Francesco Santana. No entanto, antes ele chegou a afirmar que seguranças de fazendeiros poderiam ter causado a morte da mulher.
Na estrada que atravessa a região de conflito quase ninguém se arrisca a passar. Até a polícia está assustada. "É perigoso, devido aos últimos acontecimentos", diz um policial.
Uma fazenda que fica a menos de um quilômetro do local do crime foi invadida minutos depois da emboscada por homens encapuzados. Os quatro empregados que estavam no local saíram correndo. Os invasores arrombaram as portas e incendiaram a casa.
“Meu avô que construiu a casa. Ficou pronta em 1956. Eu não era nem nascido”, disse o pecuarista Armando Pinto.
Ele mostra os documentos, inclusive o título de propriedade emitido pelo Governo da Bahia. No local a família cria gado e cavalo. "Investimos muito aqui. Construímos, botamos tudo o que pudemos", disse.
Décadas de disputa
O litígio entre índios e fazendeiros começou há 30 anos. Os índios querem ocupar 54 mil hectares que segundo estudos da Funai, eram reserva da Aldeia Pataxó. A área fica entre os municípios de Camacã, Pau Brasil e Itajú do Colônia, no Sul da Bahia. De acordo com populares, só este ano os Pataxós invadiram 52 fazendas.

"Aqui a gente ainda não está progredindo, porque ainda está em questão. Não produzimos nada. Passamos o dia esperando pela Justiça", disse o chefe da aldeia, Antonio Pataxó.
Nas fazendas que já foram invadidas os empregados estão sendo demitidos. Até os pequenos produtores começam a ser expulsos das terras. "A maioria dos pequenos que moravam nas fazendas não tem nem casa para ir”, disse o presidente do sindicato rural, Hamilton Cardoso.
Os índios pedem a nulidade dos títulos de propriedade em favor dos fazendeiros. A questão será decidida pelo Supremo Tribunal Federal. O julgamento chegou a ser marcado em novembro do ano passado, mas foi adiado a pedido do Governo da Bahia que alegava falta de segurança para o cumprimento da decisão.

FONTE: G1